“Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou “quase” certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu “quase” tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe.”
– Caio F. Abreu
– Caio F. Abreu
Posted 2 weeks ago
→ Brainbox: Mais um sobre amor
6953:
Enxerguei (aliás, me fizeram enxergar) da forma mais dolorosa que valorizar o outro mais do que a si não é nobre, é doença. Altruísmo é bonito em livros, filmes – na vida real não cabe. Valorizar a felicidade do outro mais que a sua própria, valorizar o que deixa o outro bem em detrimento do que…
Posted 2 weeks ago with 45 notes
→ Brainbox: E dói
6953:
Uma das partes mais difíceis do término de um relacionamento é quando esse término já começou a acontecer ao longo dele. É a incerteza se é de fato um fim, ou se é apenas uma pausa para um ressurgir ainda melhor. É incerteza se esse fim simboliza uma dúvida, um teste – Como vai ser? O que eu vou…
Posted 2 weeks ago with 92 notes





